Dói. Sem saber o motivo, esse aborrecimento me afunda num mar de lágrimas, no qual eu mergulhei por querer. Eu não sei bem se são saudades, tristezas, raiva ou dor física; chega a ser bom. Sinto que estou prestes a ter um ataque cardíaco, e, desejando cada vez mais, quero parar de sentir a brisa do ar desse mundo, quero poder sentir a poeira do caixão… Não antes de deixar meu rosto coberto de lágrimas, dar um ataque por ai, refletir sobre a vida. Sabe, se arrepender das escolhas, se decepcionar com as pessoas. Faz um tempo que não me sinto assim, tão mal, no fundo de um precipício, pois, mesmo sendo a pior sensação do mundo, são aquelas que eu sinto falta. E só sentimos saudades daquilo que gostamos.