June 2013
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May 2013
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numa escala de zero a dez
o que mais atormenta?
amar alguém sem ser amado
ou
não amar ninguém e sofrer de falta de abraço?
da dor da ilusão, do coração partido, da falta de reciprocidade
ou da falta de sentimentalismo, do coração intacto e do amor próprio
doce delírio
estou sempre na forma platônica
mantendo-me na cronologia de fatos não reais
aludindo-me á enganação
á alguma perfeição…
Ao abrir meus olhos na manhã fria e escura sinto a passagem da dúvida: permaneço ou apareço. Não dá pra fugir disso pra sempre. E então a boa disposição, doce manhã me aconchega e pensamentos positivos me invade. Falsa alegria, mero moinho… A gente pula certos pontos, passagens, incluindo pensamentos que nos acorrenta durante um ano ou mais numa esperança de melhoras.
E as horas vão passando, ora intermináveis, ora deliciosas. Eu me transtorno ao extremo e, das minhas conclusões, todo esse ciclo não passa de uma desculpa para tentar achar a tal da felicidade.
Felicidade: sentimento: emoção: sentir: eu: pensar: existir. Se penso, logo existo. Pensar, eu só preciso pensar para sentir. Esses sentimentos irreais são obstáculos, já que, para existir, eu só preciso raciocinar.
Sentimentos não existem, então, pare de encher linguiça e pense.
“Cansei de ser poeta (ou fingir ser o próprio). Agora quero mesmo é ser prosador da vida - cansado de vivê-la em rima. Me esgotei de pular a linha no final do verso, sentir que salto e desalicerço. E olhar pra trás, pra’quele espaço, notar que a vida é um passo em falso. Passadas largas, o tempo avança com a inocência de uma criança. Menino traquina, fui, eu, poeta, das linhas tortas, fiz minha reta. Mas me cansei de ser rimador. Rimava tudo, fingia amor, fingia dor. ”
-Eduardo Souza
da sociedade imposta
impostos prontos para cobrar
meu vestido, meu andar
do perfume que eu vou usar
e se eu não quiser me casar?
April 2013
8 posts
contento-me a contemplar
calo-me com pudor
iludo-me a afundar
tiro-me do sonho com desamor
desespero-me por esperar
levo-me a amargura do clamor…
seja ou não seja o que deseja-te
Um abraço, uma palavra
ao gerar se torna íntimo
recíproco,
a ponto de se viciar
aos ventos do ar
eu e você no mar
nosso próprio lar
Violetas são azuis,
Procuro uma rima
Para te conquistar com meu enigma!” —
March 2013
15 posts
Rápido momento de excitação, amargura do outro e da condolência própria;
Arrependimento passado e limitar-se ao horizonte;
Captar a essência finalmente e saborear um beijo lento;
Beber destilado e sentir a impureza daquele sem beleza.
Achar sonhos e desaforos transformados de palavras;
Ler o mundo com a razão e vê-lo com intuição;
Viver em julho como se fosse junto...
Se inspirar no mais sujo e absurdo.
Em suas mãos vazias
Enchia de anéis pra esconder a decência
Com colares e echarpes
Escondia as calanidades
Daquele corpo pálido
As roupas o deixavam melhorado
Pra tornar completo,
Com seu belo cabelo
Ela se tornava um gênio.
Ah, solidão, não há nada reciproco aqui. a solidão não gosta de mim mesmo eu amando-a… ou o contrário… Tem dia que eu acordo sozinho e vou dormir do mesmo jeito e, nos outros, tudo o que quero é alguém pra conversar; alguém que me entenda para eu me conformar. Da solidão eu sinto o espaço, o ar e o meu amor próprio. De consequência me vejo deprimido e oprimido. Não há como se ajustar a uma vida assim, confusa e sem saber de outros indivíduos E em quem eu posso confiar? Quem eu vou gostar e amar, se não amo a mim mesmo, se vivo sozinho, como me acostumar agora com alguém?
Como diz um proverbio italiano: “Aquele que come sozinho morre sozinho”
O verão está terminando; meu corpo se sente exausto; minha mente, vaga. Dizem que tenho tudo mas sinto que me falta muito mais. Cada dia que passa estendo minha mão para alguém enquanto abraço minha solidão.
Assim que o inverno chegar vou refletir num poço de sangue podre sobre o passado nem tão passado. Um distúrbio nem psiquiatro nem físico terá se apoderado de minha mente sã (hoje já sinto um pequeno demônio aqui) e vou chamar meu vô, que dentro da minha cabeça, estará vivo.
Depois de um grande atraso e pequeno realismo, ainda continuarei a respirar oxigênio e absorver bactérias para meus organismos. Do futuro nada saberei, tudo pode depender de minhas causas e consequências ou de um Deus que se atreve a dizer que existe.
Acredito que até o fim dos tempos já terei sido congelado por meus piores inimigos (ex-amigos).
Hoje é o Dia da Poesia, no entanto não vou escrever versos e rimas.
Digo-lhe, que neste dia, você tem que morrer pela poesia. Não, não é viver por ela, pois a poesia quando sentida nos faz sentir mortos, fora do mundo, com a alma vagando pelos abstratos lugares. É ler e se emocionar, ver e chorar, ouvir e repetir que faz com que essa literatura nos deixe bêbados e livres no céu. Sentir a poesia é sentir-se despido: os maiores sentimentos libertados de ti. É uma forma de se auto-descobrir, descobrir o outro e lá fora. Poesia é o melhor jeito de desabafar, amar, sussurrar, esquecer, gritar, odiar, revelar, chorar, entre outros sentimentos do mundo.
E ainda tem gente que diz que consegue viver sem ela. Gente com nó na garganta, ombros contraídos, olhar vazio e sobrancelhas retas. Gente que ainda não descobriu o poder que a poesia tem e que nos dá.
É. A vida está difícil sem você. Sem suas risadas e seus comentários. Sem seus abraços e nossas piadas. A culpa é minha ou sua?
Hoje eu chorei. Nunca pensei que ia chorar assim, tão intensamente como fiz (e olha só eu chorando de novo aqui). Senti sua falta, deu ciúmes, arrependimento e solidão. Sinceramente eu me sinto uma merda e sei que posso mudar isso. É fácil, assim, literalmente. Mas e quanto a mim? Sentimentos piores podem vir a tona e de nada adiantaria minha reaproximação.
Se tudo pudesse ser como sempre foi, como foram a anos atrás, tudo estaria perfeito e ótimo novamente.
A gente cresce, cada um deseja uma vida diferente e assim as coisas mudam… Mas nada apaga as maravilhas que aconteceram, nem a dor tão forte que me consome chamada saudade.
February 2013
27 posts
No dia em que te vi
eu escutava uma música
meio triste, meio medíocre
virou a nossa música;
Fiquei com saudade dos seus olhos
na solidão da minha falsa paz
e quando me dei conta da realidade
lembrei que você não me viu
- por acaso eu me escondi?
fui uma estranha pra você, meu estranho
e até hoje você não sabe qual é meu filme preferido…
você nem imagina do meu segredo!
Na volta,
pensa no amado
pra esquecer o atentado;
roda pelo quarto
procura pela gente
roça no lábio
ignora o mais amado…
Eu digo volta pra cá
pro nosso mundo
ta afim de uma cerveja?
me leva pra Igreja?
Vamos dar uma volta lá fora
que o Sol tá bem forte.
Escolher uma carreira aos dezessete anos é prematuro e, consequentemente, ninguém acaba decidindo o quê realmente quer, até porquê não sabem o que querem.
Nos tempos de hoje os alunos não detestam apenas matemática e química como antigamente. Ignoram as aulas de português, inglês, artes, geografia e até história. Que criança quer aprender se, na cabeça de dela, tudo já está pronto, descoberto e completo? Qual de adolescente vai estudar se, pelos pais serem mais liberais, eles podem ao invés se divertir?
Então chega o fim da escola, o inicio da faculdade e ninguém sabe o que quer porque ninguém se interessou também. Pois, além de ser cedo demais pra escolher, o adolescente se atrasou ainda mais.E na faculdade, muda três, quatro vezes de curso e, mesmo assim, está sempre insatisfeito.
Falta informação, falta cultura, falta aprendizagem!
O Brasil é governado por políticos que só querem nosso dinheiro; na minha cidade existe mais manicures e cabeleireiras do quê advogadas e dentistas; nossos médicos já não sabem identificar uma doença na primeira consulta - pois está acostumado com aparelhos - e nem sempre descobrem…
Se nos anos 70, 80 já existia uma rebeldia grande e, por causa disso, há muita gente sem faculdade, com o emprego que não quer e muitos profissionais incompetentes. Imagine só o que será da nossa geração?
Queria eu poder fazer todos lerem esse texto. Bater na cabeça de meus amigos pra ver se realmente tem algo funcionando e conseguir alertá-los e ajudá-los na vida. Mas quem sou eu pra dizer isso? Tenho apenas 17 anos…
Repórter que é repórter é um curioso. Observa, desconfia, questiona, pesquisa, investiga, apura, vasculha, sonda, estuda, fuça, persegue, bisbilhota, sabatina, faz lucubrações. Abelhudices. Repórter que é repórter tem coragem de ir pra Líbia, Egito, Afeganistão. Repórter que é repórter tem boas fontes. Tem sorte. Repórter que é repórter faz malabarismos pra sobreviver. É artista de circo, respeitável leitor. Doma entrevistados ferozes. Tira leads da cartola. Anda na corda bamba do emprego. Repórter que é repórter é o palhaço que ri de si mesmo. Repórter que é repórter sabe que não muda o país. Repórter muda de país. Vira correspondente ou vai se reciclar em Londres. Repórter adora se reciclar em Londres. Repórter que é repórter sabe que não salva o mundo. Repórter salva, no máximo e quando não esquece, o texto que está escrevendo. Repórter que é repórter tem o olhar apurado. É o menino que espia o banho da prima pelo buraco da fechadura. Tem o ouvido apurado. É o vira-lata que levanta a orelha a qualquer zunzunzum. Tem o olfato e o tato apurados. Mete o nariz onde não é chamado. As mãos, os braços, as pernas. Mete o corpo inteiro. Tem o paladar apurado. Assessor, jamais ouse servir a um repórter coxão duro como se fosse filé mignon ao molho madeira numa coletiva de imprensa! Repórter que é repórter tem um sexto sentido do ca*****.
Tem vezes que a gente se cansa de tudo nessa vida. Da mãe, do pai, da vó, dos amigos, dos livros, até das músicas. Sabe, é nessa fase que você só quer sair de onde está e encontrar uma nova vida. Mudar de nome, fugir do passado e apegar-se a novas memórias. E nessa correria e confusão de sentimentos ninguém pensaria na saudade, no medo e no quê pode acontecer. Sentimentos são assim, você sente. Você não os possui, não os rouba nem ganha pra sempre. São passageiros, assim como a vida.
Porquê de alguma maneira isso tudo que faz parte de ti é sua identidade Você é assim por causa da sua mãe. Você pensa assim por causa dos seus livros. Você age assim por influencia de seus amigos.
Sem essa história seríamos apenas almas, contentes com as verdades, oca de sentimentos e passado; frias como a noite mais gelada do ano num país tropical.
Essa sensação de se perder é boa demais comparada com a de antes, da tristeza amargurada e da raiva antiquada. Perder-me entre o céu e a terra, mudar a vida e meu jeito se tornou figurativo e viciante, bem marcante. Escalei meu horizonte pra ver até onde eu ia, de lá eu achei o limite da minha razão e encurtei meu coração. Pra poder amar não precisa de amor e sim de vontade, até que aquela tipica preguiça me açoitou Despeço-me de meus meros amigos, tão insignificantes nessa vida como em qualquer outro pesadelo que eu vivi. E da minha família só sobra o arrependimento deles próprios. Quanto ao meu amor, eu continuo a deitar-me na cama quente com uma certa dor.
Sigo agora nas mãos de algum Deus solitário e compreensivo que me guia ao meu descobrimento. Me perdi na confusão do meu ser e até que eu saiba de onde surgem essas lágrimas secas, não vou voltar a viver nesse mundo de horror.
Quem vê pensa,
tô calmo,
tô mal humorado,
distante
ignorando elefantes
Bocejando sobre o ar,
tô mesmo é querendo me espatifar,
olhando pro mar
só quero nadar…
Cadê vontade
de dançar, cantar, extravasar?
E se bêbado eu me tornava
por que ninguém me atingiu com uma bala?
E quem disse que aquela placa de perigo
era mesmo um perigo?
e quem disse que o remédio caro funcionou?
que sair pra rua me ajudou?
andar me fez magro
comer me fez feliz
paquerar deu certo
e pular de um penhasco me matou?
QUEM DISSE?
Você é meu
mas eu não sou sua,
eu faço promessas
enquanto você cumpre as suas
penso em você
e você tá sonhando comigo
tá desejando o certo
e eu querendo o errado…
Enquanto você ta ai
eu tô aqui, num clamor
tô te traindo com meus próprios pensamentos, amor…
Tô tão deprimente quanto uma garota que acabou de perder o namorado. Só que eu não perdi namorado porra nenhuma. Perdi a vontade de viver.